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Um Pouco Mais sobre os Menezes...                                                Voltar

OS MENEZES

 

Para contarmos a história da velha e nobre família MENEZES, temos que recuar ao tempo do Rei Ordonho II de Leão, cuja filha D. Ximena casou com Telo Perez, senhor das terras de Mena, na província de Palencia, em Burgos na Espanha.

Através deste casamento, Telo Perez foi agraciado com o titulo de nobreza de 1º senhor de MENEZES.

O casal gerou dois filhos gêmeos, Afonso Telo, que veio a ser o 1º senhor de ALBUQUERQUE e Soeiro Telo, que passaram a adotar o apelido (sobrenome) MENEZES.

A união da filha herdeira de D. Afonso Teles de  MENEZES com o Infante D. Afonso de Molina, irmão de D. Fernando, Rei de Castela, ligou a linhagem primogênita dos MENEZES a família real de Castela.

Em Portugal, os MENEZES mantiveram fortes laços com a família real, tendo D. Leonor Teles contraido matrimônio com o Rei D. Fernando I.

A irmã de D. Leonor, Dona Maria Teles em resposta ao pedido de casamento do Infante D. João, escreveu: “Senhor; eu me maravilho muito de vós mandardes-me cometer vossa bem-querença e amor, do jeito que mandastes; o qual deverá ser para casar comigo e doutra guisa não que bem vedes vós eu sou irmã da Rainha, de pai e de mãe, assim dos TELES como dos MENEZES, que vêm da linhagem dos reis. Tenho um filho que é mestre de Cristo, como vedes, que é um dos honrados senhores de Portugal”.

Quando da morte do cardeal-rei D. Henrique, era um dos regentes do Reino, D. João Telo de MENEZES.

O capitão de Beçaim, D. Francisco de MENEZES, venceu a batalha do campo de Nizamora;

Aires Teles de MENEZES – Escritor, que serviu como mordomo-mor da rainha D. Leonor, esposa de El Rei D. João III, faleceu nos primeiros anos do século XVI, num claustro franciscano, onde se recolheu;

Nobres que participaram da campanha portuguesa em terras de África: D. Simão de MENEZES; D. Aleixo de MENEZES; D. Duarte de MENEZES; D. Henrique de MENEZES e D. Felipe de MENEZES;

D. Duarte de MENEZES acompanhou o Rei D. Afonso V, O Africano, no século XV;

D. Diogo de MENEZES – Antigo governador da Índia. Bateu-se contra a dominação espanhola. Faleceu no cárcere em 1580;

João Rodrigues de Sá e MENEZES – Primeiro conde de Penaguião. Camareiro dos reis D. João IV e D. Afonso VI, conselheiro de estado e embaixador em Londres;

D. João de MENEZES – Camareiro do príncipe D. João;

D. Antonio Luiz de MENEZES – Cooperou para a restauração da Casa de Bragança, em 1640. Fez parte da embaixada que negociou a paz com a Espanha;

Gonçalo da Costa MENEZES – Provedor-mor do reino de Angola, em 1692, pediu ao governador-geral do Brasil, Câmara Coutinho, reforços para enfrentar os rebeldes angolanos comandados pelo negro Ambrule;

Manuel de Magalhães de MENEZES – Conselheiro real em 1674;

Tenente-General Francisco da Cunha e MENEZES – Marquês de Abrantes, participou da Regência que governou o reino de Portugal, quando do embarque da corte portuguesa para o Brasil, em 1807;

Pedro Francisco Bacelar de Antas e MENEZES – Governador da Ilha da Madeira em 1807;

João Rodrigues de Sá e MENEZES – Visconde e Conde de Anadia. Pelo aviso de 1º de outubro de 1801, quando ministro do Reino, recomendou ao vice-rei, a inoculação da vacina antivariólica a população.

 

NO BRASIL

A família MENEZES marcou presença no Brasil desde o inicio da colonização.

O 1º que se tem noticia documentada, foi D. Jorge de MENEZES, fidalgo de elevada nobreza, que iniciou carreira militar na Índia em 1520. Participou com bravura de vários combates, tendo a mão direita decepada em uma batalha. Em reconhecimento, foi nomeado por D. João III, governador das ilhas Malucas (como os portugueses chamavam as ilhas Molucas). Durante a viagem da Índia para as ilhas, D. Jorge de MENEZES, descobriu a Nova Guiné.

Não foi um bom governador, tendo cometido várias arbitrariedades. Uma certa noite convidou os chefes nativos locais para uma reunião e quando estavam todos presentes, comandou um ataque, chacinando os chefes.

Quando o Rei D. João III tomou conhecimento do ocorrido, mandou aprisionar o fidalgo e condenou-o a pena de degredo em terras brasileiras.

Por volta de 1535, D. Jorge de MENEZES chegou ao Brasil a bordo da nau GLORIA, em companhia do donatário Vasco Coutinho, fixando-se na capitania do Espírito Santo.

Não demorou muito e meteu-se em novas confusões, sendo novamente preso e condenado à morte.

A Bahia foi a principal capitania onde os MENEZES se estabeleceram.

Um dos primeiros que ali residiu foi o governador-geral D. Diogo de MENEZES e Siqueira, que conquistou o Maranhão e o Ceará.

No dia 27 de março de 1625 a esquadra comandada por D. Fradique de Toledo Osório, que veio libertar a Bahia, tinha várias naus comandadas por membros dos MENEZES. Podemos citar D. Manuel de MENEZES, Rui Barreto de Moura MENEZES, D. Diogo Teles de MENEZES, D. Antonio de MENEZES e Francisco de Sá e MENEZES e seus filhos.

Ainda na Bahia, encontramos Antonio Teles de MENEZES, Conde de Vilapouca de Aguiar; ANTONIO Furtado de Mendonça Castro do Rio e MENEZES, conhecido como ‘O BRAÇO DE PRATA’; Antonio Luis de Souza Teles de MENEZES, segundo marquês das Minas: Vasco Fernando César de MENEZES, quarto vice-rei e D. Luis Pedro Peregrino de Carvalho MENEZES de Ataide, sexto vice-rei.

Na batalha dos Guararapes D. Francisco Barreto de MENEZES, comandou as tropas luso-brasileiras.

Quando desempenhava o cargo de alcaide-mor, na Bahia, Francisco Teles de MENEZES foi assassinado na Rua-atrás-da-sé por oito mascarados.

Também exerceu o cargo de alcaide-mor, Antonio Teles de MENEZES.

Foram provedores da Santa Casa da Misericórdia em Salvador, Rodrigo José de MENEZES e Manuel Coelho de São Payo e MENEZES

Depois que a capital da colônia foi transferida para o Rio de Janeiro, os seguintes MENEZES governaram a Bahia: Manuel da Cunha MENEZES; Manoel Inácio da Cunha MENEZES, senador do Império e presidente da província da Bahia.

Antonio de Brito Freire de MENEZES governou São Paulo;

Nas Minas Gerais, encontramos D. Rodrigo César de MENEZES e quando da conjuração mineira, era governador D. Luis da Cunha e MENEZES.

No período de 1697 a 1703, o Rio de Janeiro foi governado por Artur de Sá e MENEZES.

Ainda no Rio de Janeiro, sucederam-se por hereditariedade no juizado de Órfãos, D. Diogo Lobo Teles de MENEZES, sendo substituído após sua morte por seu filho Francisco Teles Barreto de MENEZES, que foi substituído por Luis Teles Barreto de MENEZES, que deu sucessão a seu filho, Francisco Teles Barreto de MENEZES e após breve hiato, outro membro da família, Antonio Teles Barreto de MENEZES, assumiu o cargo.

Nos jornais da época foi noticiado que na madrugada de 20 de junho de 1790, um incêndio destruiu a casa do juiz Francisco Teles Barreto de MENEZES. Esta residência localizava-se na atual praça XV de novembro, defronte da também atual igreja de N.S. do Carmo. O local da antiga casa e conhecido hoje em dia como Arco do Teles.

Nas crônicas de 1810, encontramos a história do alferes da linha de Moçambique, Augusto César de MENEZES. Conhecido como um terrível arruaceiro, era o terror da cidade, brigando sem qualquer motivo e dando muito trabalho a policia.Tantas fez que o príncipe D. Pedro ordenou por decreto de 02 de abril de 1810, sua demissão do exército e seu degredo para o presídio de Angoche, na África, de onde não poderia mais voltar, sob pena de condenação à morte.

O Maranhão foi governado por Francisco de Sá e MENEZES, que foi acusado de ser aliado de Manuel Beckman, no movimento nativista conhecido como “Revolta de Beckman” em 1684.             

Os MENEZES são conhecidos por seu amor à arte. Encontramos nos inúmeros galhos da frondosa árvore da família, vários nomes ligados à literatura, poesia e música.

Entre os condes de Ericeira destacou-se D. Luis de MENEZES, autor da obra ‘Historia de Portugal Restaurado.' Sua esposa D. Joana Josefa de MENEZES, foi uma renomada escritora e poliglota.

No Brasil, Agrário de MENEZES e Emílio de MENEZES, são grandes nomes da nossa poesia.

 

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